Profissionais e Consultores orientam clientes a escolher os eletrodomésticos antes de projetar os móveis da cozinha
Já imaginou fazer aquela cozinha dos sonhos e depois ter que modificá-la por que o eletrodoméstico não coube no nicho?
De acordo com José Fernando Gay – diretor da EXS Eletrodomésticos, isso é mais comum do que se imagina. “Atualmente, contamos com mais de 20 marcas de eletrodomésticos consideradas Premium, fora as tradicionais e conhecidas dos consumidores em geral, disponibilizando mais de 2.500 itens, nos mais diversos padrões de altura, profundidade, largura e embutimento.”
Se a escolha recair sobre uma cozinha gourmet, torna-se imprescindível antecipar a compra dos eletrodomésticos, já que os produtos de embutir ou semi profissionais necessitam de ajustes nos modulados.Normalmente as dimensões dos produtos, nichos e particularidades técnicas das linhas de alto padrão não estão disponíveis nas lojas de modulados.As informações complementares e a consultoria passa necessariamente pelas lojas especializadas ”, avalia.
Para a arquiteta Viviane Loyola, é importante um “briefing” detalhado com o cliente e orientá-lo a escolher sempre os eletrodomésticos antes. “Além disso, atualmente o eletro também têm função importante na composição do ambiente devido suas diferentes formas, cores e texturas. É fundamental uma consultoria prévia para conhecer as opções e quais os produtos mais adequados antes de projetar os móveis.
Buscamos desenvolver projetos que buscam a integração total dos usuários com os ambientes que projetamos”, explica.
A profissional conta que já houveram casos em que todos os modulados tiveram que ser reprojetados ou refeitos em função dos eletrodomésticos terem sido adquiridos após a contratação da marcenaria.“Caso o cliente contrate os móveis antes da escolha dos eletrodomésticos, a industria moveleira costuma deixar os nichos com medidas-padrão dos eletros da indústria nacional, mas, neste caso, o cliente não terá a opção de escolher seus eletros depois”, finaliza.
José Fernando acrescenta ainda que, “com a chegada ao Brasil de inúmeras marcas importadas e de alta tecnologia, como as europeias Gaggenau, Scholtès, Smeg, Falmec, De Dietrich, Gorenje e Ariston, e as americanas Wolf, Subzero, Thermador, ICON, Kitchen Aid e Viking, entre outras; torna-se mais importante essa “inversão” do processo. Como existem inúmeras opções e soluções inovadoras mais adequadas e requintadas os clientes estão cada vez buscando estes novos conceitos. Se a cozinha já estiver projetada, há dois caminhos: gastar novamente com a readequação do projeto e passar pelo tradicional estress da reforma, ou desistir de ter aquela linha de produtos sofisticados e de alta tecnologia”, exemplifica.


